terça-feira, 28 de abril de 2009

Tarde no parque

Breves momentos, minutos de desalento, incógnitas.

Palavras, pensamentos, sentimentos.

Clausuras do falar.

Jogos de dissimulação.

Brincadeiras ardilosas,

Matreiras, perigosas.

Segundos passam, as horas arrastam-se.

Nada de relevante é encontrado neste ambiente simulado.

Cada gota de cristal é apenas água e sal.

Cada instante passado é apenas mais um minuto a ser esquecido ou recordado.

Ordem do dia: Desprendimento.

Desligando-se daquilo que nos faz cair, conseguimos subir os degraus com menos tempo desperdiçado no acto de tropeçar.

Quando caímos, aprendemos. Mas quando algo nos mantém colados ao chão, simplesmente não desenvolvemos.

Tal como Benjamin Button, regredimos ao estado primário da nossa existência.

Tornamo-nos, mais uma vez frágeis e vulneráveis.

Tornamo-nos, mais uma vez, simples crianças que nada sabem e que estão susceptíveis à tudo, seja bom ou mau.

Algumas indicações:

Não olhes para trás, sob o risco de numa estátua de sal te transformares. Não cometas os mesmos erros e, o mais importante de tudo, não sejas manipulável.

Lembre-se: Ser vítima das circunstâncias é tão empobrecedor da alma como ser o vitimizador.

E agora…

Levanta-te!

Respira fundo.

Olha em frente e anda.

Sobressaia, mas não destoe.

Envolva, mas não sufoque.

Encante, mas não ludibrie.

Cresça! – mas não ao ponto de te faltar o ar.

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