Estava eu a andar pelo Hi5, a reclamar das recentes alterações de
layout, quando me apercebi que com o novo
layout os Diários ficam destacados e, não sei bem como. fui parar ao Diário de uma linda menina chamada
Carla Sofia, mas apelidei-a há cerca de três anos de "pequenina". Não vos vou dizer que ela é minha amiga da infância, mas digo sim que tenho a honra de conhecê-la desde Setembro de 2004 e que a considero uma
AMIGA para a
VIDA. Eis o texto que estava no seu Diário.
Ai saudade! : 11/Set/2009
"Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo e eu serei para ti, única no mundo...
(...)
Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos..."
Antoine de Saint-Exupéry*
________________________________
Sinto a vossa falta... A razão é simples...O meu coração viu em vocês o tal "essencial", aquilo que é "invisível aos olhos"... Aquilo que realmente me cativou...Hoje, recordo com carinho e saudade os nossos "bons velhos tempos"...Receio não conseguir largar este sentimento que, se por um lado me faz feliz, porque vos encontrei, por outro me tortura, por não poder ter-vos comigo como me habituei...Sinto-me impotente por não conseguir ultrapassar tudo isto....
Ai as saudades que eu tenho do "bom dia" mal humorado da Joana, dos cozinhados da Fi, de ver a Sandra coladona no PES, de ouvir a Lu a reclamar do cabelo, das lamentações e dúvidas existenciais do Ludovic, das conversas com a minha Aninha...Ai o que eu não dava para viver uma semaninha desses tempos...
Sei que todos nós voltariamos atrás, e viveriamos cada momento de novo... Não tenho qualquer dúvida!
Meus amores, tenho saudades nossas.
Obrigado por terem feito com que estes três últimos anos tenham sido tão "sem palavras"!!
Sofia, minha pequenina, este considero ser dos textos mais bonitos que já li. É de uma ternura tão grande que ultrapassa qualquer sátira às nossas aventuras estudantis, derruba qualquer texto melancólico-depressivo que expresse a dor que a saudade nos faz sentir, colmata tantas quantas forem as palavras utilizadas para explicar as nossas conversas da treta que estavam sempre acorrentadas às gargalhadas sonoras e ao deboche amigável. Este não é um texto apenas sobre a saudade, falas de amizade e amor fraterno, falas sobre os doces prazeres da convivência. Este texto é de uma visão pura e simples - rasa, larga e profunda - sobre o que fomos enquanto grupo. Não interessam as nossas diferenças ou até mesmo as nossas semelhanças, não importam as coisas fúteis ou sérias que nos faziam gritar uns com os outros, não interessam as desavenças e as pazes, nem mesmo interessa se as loucuras de uns enlouqueciam os outros e nos faziam ser uma família irregular. O que interessa é que a bem ou mal escolhemo-nos para durante três anos partilharmos as nossas vidas num grau de proximidade e entrega estupendo.
Para mim a amizade é isso. Proximidade, entrega e amor fraterno.
Amizade são os fios de um incalculável tesouro que nos envolve num abraço. Amigos são aqueles que perpetuam a nossa esperança na realização dos sonhos, são aqueles que nos puxam o tapete quando precisamos aprender a cair, mas são também aqueles que nos acolhem com ternura e nos dão colo nos momentos mais difíceis.
Amigos não são pessoas, anjos ou demónios. Amigos são partes de nós que se perdem e se encontram ao logo da vida até que o nosso puzzle interior esteja completo. Uns são a encarnação da pureza que iluminam o mundo com o seu sorriso. Há os que são furacão e fazem com que as reviravoltas nas nossas vidas aconteçam. Existem também as nossas almas gémeas em forma de amigo, que gostam do que gostamos, ouvem o que ouvimos e nos compreendem e apoiam mesmo quando nem nós nos compreendemos. Também há os que são muito mal-humorados e estão sempre a chatear, mas adoram-nos de paixão. Não me esqueço dos distraídos e esquecidos que podem não se lembrar quando fazemoss anos, mas sempre estão ao nosso lado quando precisamos rir ou chorar.
Sim, eu já vivi sem saber o que era amizade.
Sim, eu já aprendi o que ser amiga de alguém significa.
Não, eu não tenho muitos amigos.
Não, eu não sei viver sem eles.
Talvez alguns deles leiam isto.
Porém, isto é para aqueles que SÃO meus amigos e de quem EU sou amiga. Não englobo falsidades, nem política de boa vizinhança.
AMO OS MEUS AMIGOS
São poucos, são bons, podem contar sempre comigo e sabem quem são.